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Jornalista, compositor e músico Aloísio Brandão fará show no Espaço Cultural do Nosso Mar Restaurante no próximo sábado, dia 24/11, confira abaixo informações da apresentação e não fique de fora!


Documentário de Vladimir Carvalho, membro do MovimentoVivaArte, abrirá programação do Festival Internacional de Cinema e Alimentação de Pirenópolis

Mais uma vez o cineasta paraibano de nascença e brasiliense de coração Vladimir Carvalho, membro do Movimento VivaArte, é destaque em festivais de cinema. Na quinta-feira (13/09), o documentário Quilombo, filmado pelo artista em 1974, abrirá a terceira edição do Slow Filme – Festival Internacional de Cinema e Alimentação de Pirenópolis. O evento será de 13 a 16 de setembro, no Cine Pireneus, e terá curadoria do jornalista, cineasta e crítico Sérgio Moriconi.

Considerado um dos mais importantes trabalhos da carreira de Vladimir Carvalho, o curta-metragem Quilombo retrata o cotidiano da comunidade quilombola do Mesquita. A aldeia, fundada próxima à cidade de Luziânia (GO), no início do século XIX, tinha como principal fonte de subsistência e recursos o marmelo – árvore originária da Região Amazônica, cujo fruto é matéria-prima para geleias, xaropes, licores e os famosos doces de marmelo.

A fruta de sabor levemente amargo usada pela comunidade quilombola mostra como alimentos saudáveis podem se tornar aliados da gastronomia e mudar a realidade de quem os consome. Esta é a proposta do evento, que une cinema, sabores, saúde e qualidade de vida.

Inspirado no Slow Food on Film – festival italiano realizado em Bologna –, a mistura de cinema e gastronomia conquistou os brasileiros e faz cada vez mais adeptos na cidade goiana. Durante quatro dias de festival serão exibidos 20 títulos nacionais e internacionais. Além de assistir às obras, o público poderá degustar iguarias, participar de debates e apreciar a mostra fotográfica inédita da francesa Dorothée Jalaber, especialista em retratos e detalhes.

A programação completa do festival está disponível em http://www.pirenopolis.tur.br/agenda

Por Natalia Emerich

Convidado a palestrar na Universidade de Brasília, o poeta e incentivador cultural foi destaque no blog do professor e escritor Paulo Paniago nesta quarta-feira (05/09)

A poesia de Chico Alvim e reflexões acerca da vida e da arte inquietaram estudantes, professores e curiosos na tarde desta quarta-feira (05/09), na Universidade de Brasília. A presença do escritor e grande incentivador do acesso à cultura em um local dedicado ao conhecimento não poderia render outros frutos que não uma agonia interna em quem prestigiou a palestra. Em junho deste ano Chico Alvim foi um dos destaques da 2ª Bienal da Poesia, realizada pelo Açougue Cultural T-Bone.

A arte, em especial a poesia, tem dessas coisas. A hierarquia subjetiva das palavras (e das pausas) é absorvida de forma igualmente individual. Mais do que interpretações, as certezas e incertezas jogadas ao vento pelos poetas aos que tentam de qualquer maneira compreender o sentido daquilo tudo, ou mesmo aos que não fazem questão de estar ali, incomodam.

A prova de que a poesia tem mais a ver com a cognição individual e sentimentos do que com certezas e hipóteses está em uma publicação que tive acesso esta tarde, cujas palavras partiram de um professor doutor da Universidade de Brasília e também grande escritor: Paulo Paniago. Autor do blog www.desaforos.wordpress.com e disseminador de conhecimento, ele deu uma pausa nos desaforos diários e no conteúdo acadêmico para se dedicar à tentativa de absorver melhor as palavras e pensamentos de Chico Alvim.

No início da publicação, uma mistura de literatura, consternação e lead jornalístico– rastro enraizado naqueles que exerceram anos em redações de jornal. “Não é sempre que se pode ouvir o poeta. Avesso quase sempre à vida pública, por escolha ou esquecimento, é contrário a microfones e declarações suntuosas. Mesmo suave, pode esconder estilhaços, entanto.”, e continuou. “Ouvir Chico Alvim é privilégio raro. Ele fala pouco, tremem as mãos, o calor do lugar pode não ter ajudado (o centro de desenvolvimento de turismo, na universidade de Brasília, hoje à tarde).”.

Adiante, após interpretar algumas das provocações feitas pelo escritor/poeta convidado e discorrer um pouco sobre o comportamento de quem ouvia – atento ou disperso – o discurso do palestrante, Paniago costurou opinião, aspas de Alvim e jornalismo no mesmo texto. Abaixo, a publicação do texto na íntegra:

Alvo de ideias

não é sempre que se pode ouvir o poeta. avesso quase sempre à vida pública, por escolha ou esquecimento, é contrário a microfones e declarações suntuosas. mesmo suave, pode esconder estilhaços, entanto.

ouvir chico alvim é privilégio raro. ele fala pouco, tremem as mãos, o calor do lugar pode não ter ajudado (o centro de desenvolvimento de turismo, na universidade de brasília, hoje à tarde).

os jovens presentes, possivelmente alunos de letras, conversam baixo com os vizinhos, checam intenet no celular, distraem-se.

ele fala a respeito do ritmo dos versos, não apenas sonoros, mas psicológicos e espaciais. no meio da fala lança explosões que não se escutam logo, como “nada explica coisa alguma”. talvez fale das gerações em abismo, será?

também provoca:  “a poesia está além da palavra”. ela quer alcançar a eternidade, sem exatamente poder.

“há um desenho próprio de cada um na retina do outro”, dispara. chico alvim é um terrorista tranquilo e levemente trêmulo da palavra, a qualquer momento espero que vá se engasgar, mas prossegue, límpido de ideias, embora a voz vacile.

“tudo começa no sentimento, ele é anterior à palavra. ” os jovens continuam dispersos, não se despertam. outros, atentos, entendem. haverá esperança?

chico alvim saca a arma e atira (em si? contra si?) com gentileza brutal: “tenho horror do futuro”.

um poema dele, intitulado acontecimento, do livro o metro nenhum:

quando estou distraído no semáforo

e me pedem esmola

me acontece agradecer

 

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Por Natalia Emerich

Cresce, em Brasília, o número de adeptos em reuniões voltadas à discussão de obras literárias e à interação pessoal. Integrantes do Movimento VivaArte estão entre eles

Na contramão da invasão tecnológica e de novas plataformas digitais no mundo literário, apaixonados pelos bons e clássicos papel e tinta se unem para fomentar o hábito pela leitura e para preservar a tradição do acervo físico na capital do País. Integrantes do Movimento VivaArte são exemplos de amantes das palavras que buscam na interação com outras pessoas e com grandes obras, nos clubes de leitura, a perpetuação dos livros. A iniciativa da escritora Lucília Garcez em prol da cultura e do conhecimento foi destaque na publicação de domingo (02/09) do Correio Braziliense. O texto segue abaixo. A íntegra da matéria está disponível na versão impressa do jornal.

"Clubes de leitura ganham espaço entre os brasilienses; internet é aliada

Um por todos e todos por um: Lucília Garcez e os integrantes do clube de leitura com dois anos de atividade

Por Nahima Maciel

Historiadores e cientistas adeptos de teorias futuristas podem até tentar prever o fim do livro. Sem conseguir concorrer com as cada vez mais novíssimas tecnologias, esses objetos fabricados com papel e tintas estariam em processo de extinção. Inúmeras vozes costumam se levantar para bradar contra o advento do digital, mas há quem prefira mergulhar na tecnologia e fazer dela uma aliada. A rede pode abrigar tanto a escrita quanto a leitura e muitos escritores e leitores tateiam com paciência os caminhos e limites da internet para construir laços literários. Outros, no entanto, preferem o bom e velho método de trocas pessoais e montam clubes de leitura tão bem-sucedidos que há filas de espera para participar. O Diversão&Arte foi em busca de iniciativas brasilienses para exercitar e trocar experiências literárias.

A tradição é um ponto de partida para a escritora Lucília Garcez. Conversa vai, conversa vem, a amiga Luz Maria lançou a ideia de criar um clube e Lucília se encarregou dos convites. Uma reunião, uma sugestão de livro e o grupo deu início à proposta: ler uma obra por mês e se reunir em data prefixada para discutir a obra. Cada colega chamou um amigo e, certo dia, Lucília se deu conta de que precisava limitar o número da vagas. “Começou a ficar grande demais”, lembra. A experiência já dura dois anos e os encontros ficaram cada vez mais sofisticados, com especialistas convidados para falar do autor ou do livro durante as reuniões. “Normalmente, a gente costuma esquecer o que lê”, explica Lucília. “Com o clube, a gente memoriza mais e é a oportunidade de trocar experiências de leitura, de ver coisas que a gente não viu. Enriquece muito a conversa e é um momento de convivência muito agradável."

Por Natalia Emerich

Aproximadamente 20 mil pessoas prestigiaram os shows de Lenine e de artistas locais na noite de quinta-feira (30), na entrequadra da 312/313 Norte

A rua da entrequadra 312/313 Norte foi tomada por um mar de gente na noite de quinta-feira (30), durante a 32ª Noite Cultural T-Bone. Aproximadamente 20 mil pessoas se reuniram para prestigiar os shows de Máximo Mansur, dos poetas Vicente Sá, Paulo José Cunha, Nicolas Behr e Fabrizio Morelo, e da atração principal da noite, o cantor e compositor pernambucano Lenine. Mais uma vez o evento provou que a boa cultura pode ser feita na rua e com a participação do povo.

Era pouco mais de 21h quando o público começou a chamar por Lenine. No céu de Brasília, a Lua cheia iluminava a noite. Na terra, fãs, amigos e famílias inteiras aguardavam ansiosos pela entrada do recifense, que foi anunciado pelo ator e mímico Miqueias Paz em seguida. Acompanhado por Júnior Tostoi (guitarra) e pelo filho Bruno Giorgi (guitarra) e ovacionado pelo público, Lenine deu início à apresentação por volta das 21h30, com canções do último álbum, Chão, lançado em 2011.

Muito som e pouca conversa. Esse foi o espírito de Lenine, que parou o show pouquíssimas vezes para dialogar com a plateia. Em uma delas, o pernambucano ressaltou a surpresa ao se deparar com a multidão em plena rua, na capital da República. “Fui convidado para um evento de carne, mas não imaginava que seria essa bisteca toda”, brincou.

Apesar das poucas palavras, não faltou interação. Com presença de palco contagiante, a voz do cantor se fundia às vozes dos presentes a cada música. No bis, um grande uníssono tomou conta da rua durante as canções que fecharam a noite: Paciência e Hoje eu quero sair só.

Interação e surpresa também marcaram a passagem de Máximo Mansur pela 32ª Noite Cultural. O cantor e compositor surpreendeu quem chegava ao local com com boas-vindas feitas através de canções irreverentes e criativas do seu último trabalho, Banana com farinha, lançado em 2011. “É uma honra estar aqui, neste lugar especial, com pessoas especiais, mostrando o meu trabalho para vocês”, declarou Mansur. E a plateia gostou. Com pedidos de “mais um”, o baiano radicado em Brasília trocou a música pela poesia no recital poético, do qual também era convidado.

Na parte literária da noite cultural, foi a vez dos poetas Nicolas Behr, Vicente Sá, Paulo José Cunha e Fabrízio Morelo darem um show de palavras. Em pouco mais de meia hora eles recitaram poesias e provocaram o público com temas atuais que vão de amor à política. “Temos sede de encontros e fome de abraços”, declarou Behr, ao falar do evento. Apoiador dos projetos culturais T-Bone desde o início, o poeta não se cansa de se surpreender. “Sempre me encanto. É uma festa pacífica. As pessoas vêm para curtir e curtem”, finalizou.

E os números comprovam a fala de Nicolas Behr. Segundo a Polícia Militar (PM), nenhuma ocorrência foi registrada no evento, cuja segurança foi feita por 45 homens da PM e do Batalhão de Trânsito. A 32ª Noite Cultural T-Bone teve patrocínio da Petrobrás e da Eletronorte.

Patrimônio de Brasília

Com mais de dez anos de existência, a Noite Cultural T-Bone faz  parte do Calendário Cultural oficial do Distrito Federal (Lei nº. 3.193, de 25 de setembro de 2003). Idealizado por Luiz Amorim, o projeto, um dos eventos mais esperados pelo público brasiliense, já trouxe à capital grandes nomes da música brasileira, como Ivan Lins, Milton Nascimento,  Zé Ramalho, Alceu Valença, Zélia Duncan,  Erasmo Carlos, Blitz, Elba Ramalho, Renato Teixeira, Antônio Nóbrega.

Por Natalia Emerich

Autor de canções que embalam novelas e séries desde 1990, Lenine se apresentará na 32ª Noite Cultural T-Bone nesta quinta-feira (31). Evento começa às 19h

A contagem regressiva para o show do cantor e compositor pernambucano Lenine está no fim. Em menos de 24 horas ele subirá ao palco da 32ª Noite Cultural T-Bone para apresentar a turnê Chão, do álbum homônimo lançado em outubro de 2011. No repertório, a canção Silêncio das Estrelas, parte da trilha sonora da novela global Amor Eterno Amor. Para ouvir esse e outros sucessos do artista e prestigiar poetas de Brasília, marque presença no evento dedicado à arte. Será na quinta-feira (30), a partir das 19h, na entrequadra da 312/313 Norte.

As composições de Lenine encantam brasileiros ao fazer parte das novelas que acompanham o cotidiano da população. Há mais de duas décadas o cantor e compositor estampa narrativas de entretenimento. A primeira participação do artista em telenovelas foi em 1990, quando a música Alpinista Social virou trilha sonora em Lua Cheia de Charme.

De lá para cá não faltaram filmes, seriados e novelas no currículo do pernambucano. Entre os destaques estão Dois olhos negros (Era uma vez, 1998), Paciência (Vila Madalena, 1999), Agora é que são elas (Agora é que são elas, 2003), Tudo Por Acaso (Pé na Jaca, 2006), É o que me interessa (A Favorita, 2008), O Último pôr-do-sol (Viver a Vida, 2009), Magra (As cariocas, 2010). A canção Silêncio das Estrelas, antes de ser escalada para Amor Eterno Amor, 2012, fez parte de O Clone, em 2001.

Das novelas para a rua

Na capital do País, será no meio da rua e para o povo que Lenine apresentará seus sucessos. Além dele, o cantor e compositor Máximo Mansur subirá ao palco para apresentar canções do álbum Banana Com Farinha. Lançado em 2011, e do recém-produzido Concréticas.

Da música para o universo literário, os poetas Carlos Augusto Cacá, Jorge Amâncio, José Avelino (pseudônimo criado por Mansur para dar vida a um personagem matuto), Vicente Sá, Amneres, Paulo José Cunha, Nicolas Behr e Fabrizio Morelo, todos membros do Movimento Viva Arte, prometem encantar os brasilienses com um show de palavras. O anfitrião da noite, como tradição nos eventos T-Bone, ficará a cargo do ator e mímico Miqueias Paz.

Fique ligado:

Data: 30 de agosto

Local: Entrequadra da 312/312 Asa Norte

Iniciativa: Livre

Entrada: Franca

Horário: A partir das 19h

Apresentação de Miqueia Paz

Por Natalia Emerich

A três dias do tão esperado show do Lenine, a equipe T-Bone preparou dicas para que o trânsito não seja uma dor de cabeça na hora de celebrar a arte

A contagem regressiva para o show do cantor e compositor Lenine em Brasília foi iniciada. Na próxima quinta-feira (30/08), daqui a três dias, a rua da entrequadra 312/313 Norte será tomada por pessoas, poesia e música de qualidade durante a 32ª Noite Cultural T-Bone. No evento em que o mais importante é a sua presença, que tal deixar o carro estacionado em casa? A equipe T-Bone preparou algumas dicas alternativas de meio de transporte para que o trânsito não estrague a sua festa.

Uma das opções para minimizar o tráfego na região é o transporte público. O local do evento é próximo à avenida W3 Norte. Durante a programação, que terá início às 19h e previsão de término para às 22h30, o público pode optar pelo ônibus. Nas paradas da 312 Norte, os usuários do transporte coletivo podem ainda usufruir das Estações Culturais enquanto esperam. Isso porque os pontos disponibilizam acesso gratuito à internet e um acervo público de livros. A busca por linhas, horários e itinerários dos ônibus pode ser feita no site do Transporte Urbano do Distrito Federal (DFTrans), em http://www.horarios.dftrans.df.gov.br/.

Para os que moram mais próximos à entrequadra da 312/313 Norte, caminhar é sempre uma excelente opção. Aliás, para os que vão de carro, estacionar em áreas mais afastadas e concluir o percurso a pé até o evento também ajuda a evitar transtornos. “É importante o cidadão não querer chegar até o ponto central”, orienta Paulo César Marques, professor de engenharia de trânsito da Universidade de Brasília (UnB). “O problema não é tanto o acesso, mas a falta de estacionamento”, enfatiza Marques.

Segundo o engenheiro de trânsito, quem insistir em usar os veículos deve optar por estacionar nas quadras 700 em detrimento das quadras 100 e das 300. O motivo? Vagas. “Pelo eixinho existe a dificuldade de não ter onde estacionar”, lembra Marques. Ele ressalta que se locomover de ônibus, bicicleta, táxi e a pé em situações como as de eventos de grande público é sempre a melhor solução.

Com as dicas listadas acima, é hora de preparar a carona amiga, verificar os horários de ônibus, guardar o telefone do táxi no bolso, afastar a preguiça para estacionar o carro um pouco mais distante e fazer a contagem regressiva para o grande dia.

Lembramos que as atividades começam às 19h. Além de Lenine, subirão ao palco o cantor e compositor Máximo Mansur e os poetas Carlos Augusto Cacá, Jorge Amâncio, José Avelino (pseudônimo criado por Mansur para dar vida a um personagem matuto), Vicente Sá, Amneres, Paulo José Cunha, Nicolas Behr e Fabrizio Morelo, todos membros do Movimento Viva Arte

Fique ligado:

Data: 30 de agosto
Local: Entrequadra da 312/313 Asa Norte
Indicativa: livre
Entrada: franca
Horário: a partir das 19 horas
Apresentação de Miqueias Paz

 

Além das apresentações de Lenine e Máximo Mansur, evento de rua resgata proposta de acesso à literatura com intervenções poéticas de artistas locais

Na próxima quinta-feira (30) a rua da entrequadra 312/313 Norte será tomada por pessoas para celebrar a 32ª Noite Cultural T-Bone, que nesta edição terá o cantor e compositor pernambucano Lenine como atração principal. Famoso por trazer grandes nomes da música popular brasileira para apresentações gratuitas na capital do País, o projeto deu mais um passo inédito rumo à democratização do acesso à cultura, em especial à literatura: nos intervalos dos shows haverá intervenções poéticas.

A intercalação de músicos e escritores entre as apresentações musicais da Noite Cultural tem como objetivo resgatar o pilar dos projetos T-Bone, que é incentivar o acesso à leitura, em especial à produzida no Distrito Federal. “Nosso principal objetivo é aproximar o máximo possível a comunidade da literatura. Lutamos para que a distância entre a sociedade e o mundo da escrita seja cada vez menor”, explica Luiz Amorim, idealizador da Noite Cultural T-Bone.

E as palavras são exatamente o ponto em comum entre a música e a literatura. Durante a noite, os setlists de Lenine e do escritor e músico Máximo Mansur dividirão espaço com as declamações de Carlos Augusto Cacá, Jorge Amâncio, José Avelino (pseudônimo criado por Mansur para dar vida a um personagem matuto), Vicente Sá, Amneres, Paulo José Cunha, Nicolas Behr e Fabrizio Morelo, todos integrantes do Movimento VivaArte.

Entre um recital poético e outro, melodias unidas à escrita ganharão vida pelos instrumentos dos músicos convidados e pelas vozes de Máximo Mansur e de Lenine. Primeiro será a vez de o artista baiano radicado em Brasília dar boas vindas ao público com o repertório do CD Banana Com Farinha, lançado em 2011, e do álbum recém-produzido Concréticas, previsto para ser lançado ainda em 2012.

A Noite Cultural será encerrada com Lenine e banda. O cantor pernambucano subirá ao palco para encher os olhos da plateia com sucessos que marcaram seus quase 30 anos de carreira. Premiado no Brasil e no exterior, o artista promete fazer história nas Noites Culturais T-Bone com a interpretação de canções do último álbum, Chão, lançado em 2011, e de canções como Paciência, O Silêncio das estrelas, É o que me interessa.

A programação da 32ª Noite Cultural começa às 19h e terá como anfitrião o mímico e ator Miqueias Paz. Há décadas o artista dá um show à parte quando o assunto é interagir com o público e anunciar os convidados do dia. Nesta edição o evento tem patrocínio da Petrobras  e da Eletronorte.

“Ficamos orgulhosos com o sucesso das Noites Culturais e com os grandes nomes da música que passaram por aqui, mas nossa prioridade é incentivar o acesso à literatura. O país só avança com o conhecimento.” Luiz Amorim

Fique ligado:

Data: 30 de agosto

Local: Entrequadra da 312/313 Asa Norte

Indicativa: livre

Entrada: franca

Horário: a partir das 19 horas Apresentação: Miqueias Paz

Assessoria de Imprensa: Francisca Azevedo (61 8432-3669)

Por Natalia Emerich




Música, livros e filme marcam a carreira de Jorge Mautner. Artista marcou presença no 40º Festival de Cinema de Gramado e na 1ª Bienal de Poesia T-Bone

O que a 1ª Bienal de Poesia T-Bone, o 40º Festival de Cinema de Gramado e a música têm em comum? As três vertentes da arte tiveram a participação do escritor, músico e compositor carioca Jorge Mautner em 2012. Parceiro de grandes nomes da música popular brasileira, como Caetano Veloso, Gilberto Gil e Nelson Jacobina – falecido em 31 de maio deste ano –, o artista setentão marcou presença na última edição da noite dedicada à poesia, em outubro de 2011, na capital da República, e na semana cinematográfica que tomou as ruas de Gramado em agosto de 2012.

O último sábado (18) teve gostinho especial para Jorge Mautner. Ele foi personagem principal do filme Jorge Mautner – O Filho do Holocausto. O longa-metragem brasileiro, dirigido por Pedro Bial e Heitor D´Alincouort, concorreu na mostra competitiva da 40ª edição do Festival de Cinema de Gramado e venceu em três categorias: melhor montagem, melhor fotografia e melhor roteiro.

O enredo responsável por emocionar público e jurados narrou a trajetória de vida de Mautner, filho de um judeu austríaco com uma católica iugoslava. Durante cenas que intercalam música, conversas, depoimentos e registros históricos, o filme enfatiza também o convívio do músico com nomes renomados da nossa música. Entre canções, bate-papo e show, relatos de Gilberto Gil, Caetano Veloso e Nelson Jacobina emocionaram o público. Antes da projeção, Mautner homenageou o amigo Jacobina, que morreu em maio de 2012 após batalhar anos contra um câncer.

Do cinema para os livros, o mundo literário também ganhou contribuição de Jorge Mautner. Crítico por convicção, o artista publicou o primeiro livro aos 15 anos, em 1962, quando escreveu o premiado Deus da Chuva e da Morte. Dois anos depois o garoto, ainda adolescente, lançou Kaos, que junto à primeira obra e a Narciso em tarde cinza, publicado em 1966, deu origem à conhecida Mitologia do Kaos.

Se Mautner conseguiu chocar a comunidade com suas ideias e palavras publicadas ao longo de centenas de páginas, foi justamente em um encontro dedicado à literatura que ele encantou milhares de pessoas. Com músicas ousadas e sucessos interpretados por renomados artistas brasileiros, o artista do cinema, dos livros e da música embalou o público durante a 1ª Bienal da Poesia T-Bone, em outubro de 2011. Ele também participou da Noite Cultural T-Bone, realizada em abril do mesmo ano. Os shows gratuitos, na rua da entrequadra 312/313 norte, marcaram mais uma vez a história de vida de Mautner e dos brasilienses que diariamente lutam pela democratização do acesso à cultura.

Por Natalia Emerich

No dia 30, o baiano radicado em Brasília se apresentará no evento realizado pelo Açougue Cultural T-Bone. Lenine e poetas brasilienses também subirão ao palco

Falta menos de um mês para artistas e público se reunirem novamente na rua da entrequadra 312/313 Norte para celebrarem o acesso à cultura. A 32ª Noite Cultural T-Bone, marcada para o dia 30 de agosto, terá show do cantor e compositor Lenine. Antes dele, o músico e poeta baiano radicado em Brasília Máximo Mansur subirá ao palco para presentear a plateia com canções e poesias de José Avelino, pseudônimo usado pelo artista no mundo literário. A programação começa às 19h.

Uma coisa é certa, Máximo Mansur é amante das letras. O artista, criado no interior da Bahia quando criança e radicado na capital do País depois de adulto, transpõe para as letras de suas canções e para a inspiração do poeta/personagem José Avlino, sob diferentes pontos de vista, sua experiência ao sair de uma realidade interiorana para desbravar a cidade grande.

Ao lado dos músicos Débora Dias e Neny, nos vocais, e Paulo Roberto, na percussão, Mansur interpretará canções do CD Banana Com Farinha, lançado em 2011, e do álbum recém-produzido Concréticas, previsto para ser lançado ainda em 2012. No repertório, músicas que retratam o contraste urbano entre a capital e o interior. As diferenças, segundo ele, vão da paisagem – árvores substituídas por prédios e grandes estruturas de concreto – aos sons – pássaros silenciados pelos ruídos de cidade grande. “Começamos a mudar a forma de raciocinar, de pensar e de agir”, lembra Mansur.

Da música para a literatura, do real para o lúdico e da comparação para o saudosismo. Assim nasceu José Alvino, personagem criado pelo multiartista durante os seus primeiros anos em Brasília. Ele conheceu pessoas dedicadas a fazer e perpetuar a poesia matuta, também conhecida como de raiz, e logo se identificou. “É um estilo que conta histórias divertidas e engraçadas com base na vida do interior”, explica Mansur.

“Quando criança convivi com um preto velho chamado José Alvelino. Ele era um daqueles velhinhos que falava sobre tudo e falava de uma forma engraçada. Levava uma vida simples e divertida”, recorda Mansur ao falar sobre a origem do pseudônimo criado na década de 90. Além dele, subirão ao palco os escritores Carlos Augusto Cacá, Jorge Amâncio, Vicente Sá, Amneres, Paulo José Cunha, Nicolas Behr e Fabrízio Morelo, integrantes do Movimento Viva Arte.

Depois das boas vindas ao público com poesia e músicas autorais, o cantor e compositor Lenine se apresentará com a turnê Chão, fruto do álbum lançado em outubro de 2011, pela Universal Music. Reconhecido dentro e fora do Brasil, Lenine promete embalar os presentes com canções do último trabalho e com sucessos de sua carreira, entre eles Paciência, É o que interessa, Hoje eu quero sair só. O último pôr do sol.

Juntos, Lenine, Máximo Mansur, instrumentistas e poetas vão colorir a rua da entrequadrea 312/313 Norte com quase quatro horas de cultura. Em comum, todos pela democratização da arte.

“Vivemos uma crise social por falta de iniciativas que, como esta, democratizam a arte. Com o comércio da cultura, o que menos importa é representar o cotidiano, problematizar a vida e ajudar a refletir a realidade. Atualmente o importante é entrar em uma forma cultural para fazer o máximo de shows por semana.” Máximo Mansur.

 

Fique ligado

Data: 30 de agosto
Local: Entrequadra da 312/313 Asa Norte
Indicativa: livre
Entrada: franca
Horário: a partir das 19 horas
Apresentação: Miqueias Paz
Assessoria de Imprensa: Francisca Azevedo (61 8432-3669)

 

Por Natalia Emerich

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O Viva Arte é um observatório da cultura permanente que tem como objetivo mobilizar todas as forças das artes de Brasília, para que juntas possam influenciar nas políticas de apoio e incentivo à cultura no DF. O movimento conta com aqueles que ajudaram e ainda contribuem com o desenvolvimento da cultura na capital federal e não tem caráter político partidário, o seu compromisso é em defesa da arte produzida na cidade.