Mais de 50 grandes poetas com show de kiko zambianchi, Fernanda Porto, Rênio Quintas e Jorge Mautner.
Escritor Nicolas Behr, deputado Claudio Abrantes e o escritor Marcelino Freire durante o debate.
No dia 28 de julho, o Movimento Viva Arte promoveu mais um debate sobre políticas públicas para o DF no Açougue Cultural T-Bone. Desta vez, com a participação do deputado distrital Cláudio Abrantes (PPS) e dos escritores Marcelino Freire e Nicolas Behr.
Durante o debate, o parlamentar falou sobre suas propostas na Câmara Legislativa do Distrito Federal, em especial, sobre sua proposta que desmembrou a cultura da Comissão de Assuntos Sociais, onde constava como subtema.
Além disso, foi questionando sobre políticas culturais na capital federal, entre elas sobre as possibilidades do parlamentar apresentar algum projeto de lei para aumentar e distribui melhor os recursos do Fundo de Apoio a Cultura – FAC, que recebe 0,3 % da arrecadação do ICMS do DF. Abrantes apoiou a iniciativa do Açougue T-Bone de promover a cultura e as discussões do Movimento Viva Arte. “Além do FAC, temos de ter outros recursos para a cultura. O Estado não deve simplesmente financiar, mas fomentar a cultura. Temos 30 Regiões Administrativas e somente duas possuem um teatro”, disse.
Na ocasião, o fundador do Açougue T-Bone entregou ao parlamentar sugestão de projeto de lei que vise um tratamento diferenciado no controle dos decibéis durante manifestações culturais nos espaços públicos e privados da capital federal. Amorim chamou atenção do deputado, em nome do Movimento Viva Arte, que é preciso diferenciar barulhos, ruídos e manifestações artísticas e culturais na cidade.
Claudio Abrantes demonstrou apoio ao Movimento e comprometeu-se em defender a causas culturais na Câmara Legislativa. “Precisamos de projetos de cultura mais abrangentes, não podemos continuar custeando a cultura quase que somente por meio de emenda parlamentar.”
Confira vídeo do último Debate do Movimento Viva Arte no dia 30/06/11.
O Correio Braziliense publicou uma matéria nesta segunda sobre o último debate do movimento Viva Arte. Confira abaixo:
Distritais ensaiam desejo de adotar política transparente para cultura
Felipe Moraes
Publicação: 04/07/2011 08:44 Atualização: 04/07/2011 11:47
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| Debate no açougue: ao lado do escritor Affonso Romano de Sant´Anna, Raad Massouh reconheceu que falta mais apoio à cultura local |
O Movimento Viva Arte recebeu nesta quinta (30) mais um debate sobre políticas culturais. Vários artistas ficaram encarregados de aquecer o público. A festa começou com teatro de bonecos, seguido do show “o pop e o caipira”, com Bruno e Clayton Aguiar, pai e filho. Em seguida veio o hipnotizante show do cantor Xangai, que acompanhado somente de seu violão prendeu o grande público presente, que cantou junto várias de suas músicas. Ao fim do show, quem subiu ao palco foi o escritor Afonso Romano Sant’Ana, que participou de um bate-papo sobre seu novo livro, “Ler o Mundo”, com os jornalistas José Carlos Vieira, editor do caderno de Cultura do Correio Braziliense, e Luiz Martins, poeta e professor da UnB.
O trio permaneceu na mesa para participar do debate, que começou por volta das 21h30. O deputado Patrício, que participaria do encontro, não pôde comparecer por ser o presidente da Câmara e estar comandando uma sessão extraordinária, mas mandou assessores que garantiram o interesse do parlamentar em participar do próximo debate. Pelo mesmo motivo, o outro convidado, Raad Massouh, pôde conversar com o público por apenas meia hora, para voltar para a Câmara e participar das votações. Mas o tempo foi suficiente para o parlamentar responder aos questionamentos da audiência.
A primeira pergunta dizia respeito a uma matéria recente do jornal Correio Braziliense, na qual se constatou que os parlamentares do DF deixam a cultura em segundo plano, tendo apresentado pouquíssimos projetos nestes primeiros seis meses de mandato. “Eu tenho interesse em arte e sempre apoiei projetos culturais na minha cidade, Sobradinho”, respondeu Raad. “Mas admito que ainda há poucos projetos na área de cultura na Câmara Legislativa, e isso se deve a esta legislatura estar no começo e os deputados estarem ainda encontrando seu lugar na Câmara”, completou.
Raad elogiou a iniciativa do Viva Arte e disse que ela é importante para descobrir quais são os parlamentares interessados na cultura. “A Câmara Legislativa é muito plural e cada deputado tem seu perfil, um mais voltado para a saúde, outro mais para o esporte e assim por diante”, explicou. “A iniciativa do Viva Arte é importante para que se descubra quem são os deputados que gostam de arte, para trabalhar junto a eles. Mas eu já posso adiantar aqui meu interesse pela área”, afirmou.
Depois de responder as perguntas, o deputado recebeu um documento, assinado pelos integrantes do movimento, sugerindo um projeto de lei que crie Feiras do Livro regionais nas cidades-satélite. Estas feiras seriam voltadas para divulgar escritores de cada cidade e preveriam a garantia de orçamento para publicação de livros de autores locais para serem vendidos nestas feiras. Além disso, o projeto sugere a criação de um vale-livro para ser entregue em escolas e outros lugares selecionados, que poderiam ser trocados por qualquer livro dos escritores locais presentes na feira.
Raad se comprometeu a desenvolver o projeto e convocou os integrantes do Viva Arte para participar ativamente dele na Câmara. “É importante a presença de vocês na Câmara Legislativa para juntos levarmos este projeto adiante. Quero que este projeto não seja meu, seja nosso, para caso seja aprovado eu não leve o crédito sozinho, e caso não seja eu não leve a culpa sozinho”, argumentou. Ao fim do debate, a festa ainda continuou com um sarau poético com a Trupe Cultura da Classe.
Veja a seguir vídeos com o melhor dos últimos encontros do movimento Viva Arte. Você poderá conferir o que rolou nos debates com o secretário de Cultura, Hamilton Pereira, e com os deputados distritais Joe Vale e Wasny de Roure. Uma ótima oportunidade para conhecer melhor o movimento Viva Arte.:
No dia 28 de abril, o primeiro debate sobre cultura com deputados distritais foi um sucesso. Wasny de Roure e Joe Valle debateram temas relativos à cultura, responderam perguntas do público e, ao fim do debate, receberam documentos sugerindo a criação de dois projetos de lei relativos à cultura: um para a utilização das escolas públicas para atividades artísticas aos fins de semana e outro para a regulamentação de eventos culturais em espaços públicos.
30 de junho será a vez dos deputados Cabo Patrício e Raad Massouh participarem do debate, e o movimento novamente entregará sugestões de projetos de lei. Queremos sua participação, sugerindo projetos de lei para a cultura do DF. Avaliaremos as melhores sugestões e elaboraremos os documentos para serem entregues aos parlamentares. Mesmo que sua ideia não seja entregue aos convidados do dia 30 de junho, ela será guardada para os próximos encontros, já que temos o objetivo de receber todos os deputados distritais.
Para colaborar com sua sugestão de projeto de lei, basta mandar um email para vivaartebrasilia@gmail.com. Contamos com sua participação, para juntos avançarmos no desenvolvimento da cultura candanga!
Na última quinta-feira, 28 de abril, o movimento Viva Arte deu início a mais um capítulo da sua história, com a realização do primeiro debate sobre cultura com os deputados distritais. A noite começou com apresentações de teatro de bonecos, que prenderam a atenção da criançada, seguidas do show da cantora Naiara Morena, que contou com a participação do sanfoneiro Sivuquinha. A cantora também fez uma participação no brilhante show de Jorge Mautner, acompanhado por Nelson Jacobina. O público marcou presença, aplaudindo efusivamente e cantando junto várias músicas do ícone da Tropicália.
Terminados os shows, chegou a hora do debate com os deputados distritais Wasny de Roure e Joe Valle. A mesa contou também com a presença dos mediadores Aloísio Brandão e Amneres e a participação especial de Jorge Mautner. Além de falarem sobre os projetos de cada um na área de cultura, os deputados foram sabatinados sobre assuntos importantes, desde o papel da cultura na inclusão social até assuntos mais específicos, como a situação do Cine Brasília, Pólo de Cinema e Feira do Livro.
Um assunto importante discutido foi a política cultural para as cidades satélites. Wasny argumentou que cada uma tem que ser vista de forma individual, pois tem suas características culturais próprias. “Não podemos simplesmente replicar nas cidades satélites projetos de sucesso no Plano Piloto. Temos que explorar a riqueza cultural de cada cidade, que tem suas particularidades em áreas e expressões artísticas diferentes”, argumentou.
Quando questionados se faziam parte da Frente Parlamentar em Defesa da Cultura, lançada no começo do mês, ambos se disseram signatários, e Joe Valle aproveitou para fazer um convite ao público: “Queria convidá-los a fazer um grupo de trabalho para tratar de assuntos da cultura, porque a frente parlamentar é importante, mas tem que ter vida dentro da câmara, e a vida é feita por todos os que participam. Nossos gabinetes estão à disposição de vocês, vamos lá pra dentro arregaçar a manga e usar nossos mandatos como uma ferramenta da população”.
- Na revolução francesa, o rei da França fechou o lugar onde o clero, o alto clero, a nobreza e o povo se reuniam, achando que tirando a casa onde se encontravam eles não saberiam o que fazer. Então eles se reuniram num campo e foi feita uma histórica declaração: “Onde quer que nos reunamos, seja sob um teto ou sob o céu aberto, com estrelas ou não, aqui está representado o povo da república”.

Sugestões de projetos de lei
Ao fim do debate, o idealizador do movimento Viva Arte, Luiz Amorim, subiu ao palco para entregar aos deputados documentos sugerindo a criação de dois projetos de lei relativos à cultura. Isso vai se repetir a cada debate: cada deputado sabatinado no T-Bone vai receber uma sugestão de projeto de lei. Wasny e Joe Valle se mostraram bastante receptivos às ideias, comprometendo-se a adequá-las e transformá-las em projetos de lei.
Para o deputado Wasny de Roure, foi entregue a sugestão de uma lei que garanta e regulamente o direito de produtores, artistas ou grupos culturais ocuparem locais públicos para realização de manifestações artísticas. Foi sugerido o estabelecimento das devidas normas e exigências para a ocupação das ruas com arte. O documento também reivindica que já estejam previstos nos orçamentos das administrações das cidades os recursos necessários para que estas atividades artísticas sejam realizadas, para instalação de banheiros químicos, palco, som, iluminação, pagamento de cachês etc.
O projeto entregue ao deputado Joe Valle pede que, aos fins de semana, as escolas abram suas portas das 8h às 18h para se tornarem centros de todo tipo de manifestação artística, seja de cinema, teatro, música, poesia etc. Também foi sugerido que, nas escolas que possuem teatros e auditórios seja feita uma reforma para que tenham condição de receber shows e peças. Assim como no outro projeto, também foi pedido que a lei já garanta os recursos necessários para que estas atividades artísticas sejam realizadas.
O próximo encontro do movimento Viva Arte será no dia 30 de junho, e já está confirmada a participação dos deputados distritais Cabo Patrício e Raad Massouh.
Vladimir Carvalho é um cineasta e documentarista brasileiro de origem paraibana. Começou seu curso universitário em João Pessoa, mas transferiu-se para Salvador a fim de ir ao encontro de um dos grandes núcleos do Centro Popular de Cultura CPC da União Nacional dos Estudantes UNE. Freqüentando a Universidade Federal da Bahia conheceu Glauber Rocha e integrou o chamado movimento do cinema novo, sendo parte da vertente documentarista do movimento, ao mesmo tempo, sendo influenciado e influenciando-o também com o estilo de sua cinematografia documentária inovadora.