ir ao t-bone ir ao twiter
Primeira Bienal de Poesia organizada pelo Movimento Viva Arte.
Mais de 50 grandes poetas com show de kiko zambianchi, Fernanda Porto, Rênio Quintas e Jorge Mautner.

Data: 26 a 28 de outubro. Participação especial do escritor e poeta TIAGO DE MELLO. Local: Comercial da 312 Norte Entrada LIVRE

Mais informações www.t-bone.org.br

 

Escritor Nicolas Behr, deputado Claudio Abrantes e o escritor Marcelino Freire durante o debate.

 

No dia 28 de julho, o Movimento Viva Arte promoveu mais um debate sobre políticas públicas para o DF no Açougue Cultural T-Bone. Desta vez, com a participação do deputado distrital Cláudio Abrantes (PPS) e dos escritores Marcelino Freire e Nicolas Behr.

Durante o debate, o parlamentar falou sobre suas propostas na Câmara Legislativa do Distrito Federal, em especial, sobre sua proposta que desmembrou a cultura da Comissão de Assuntos Sociais, onde constava como subtema.

Além disso, foi questionando sobre políticas culturais na capital federal, entre elas sobre as possibilidades do parlamentar apresentar algum projeto de lei para aumentar e distribui melhor os recursos do Fundo de Apoio a Cultura – FAC, que recebe 0,3 % da arrecadação do ICMS do DF. Abrantes apoiou a iniciativa do Açougue T-Bone de promover a cultura e as discussões do Movimento Viva Arte. “Além do FAC, temos de ter outros recursos para a cultura. O Estado não deve simplesmente financiar, mas fomentar a cultura. Temos 30 Regiões Administrativas e somente duas possuem um teatro”, disse.

Na ocasião, o fundador do Açougue T-Bone entregou ao parlamentar sugestão de projeto de lei que vise um tratamento diferenciado no controle dos decibéis durante manifestações culturais nos espaços públicos e privados da capital federal. Amorim chamou atenção do deputado, em nome do Movimento Viva Arte, que é preciso diferenciar barulhos, ruídos e manifestações artísticas e culturais na cidade.

Claudio Abrantes demonstrou apoio ao Movimento e comprometeu-se em defender a causas culturais na Câmara Legislativa. “Precisamos de projetos de cultura mais abrangentes, não podemos continuar custeando a cultura quase que somente por meio de emenda parlamentar.”

 

 

Confira vídeo do último Debate do Movimento Viva Arte no dia 30/06/11.

O Correio Braziliense publicou uma matéria nesta segunda sobre o último debate do movimento Viva Arte. Confira abaixo:

Distritais ensaiam desejo de adotar política transparente para cultura

Felipe Moraes

Publicação: 04/07/2011 08:44 Atualização: 04/07/2011 11:47

 

Os deputados da Câmara Legislativa iniciam a semana em recesso depois de um semestre improdutivo em relação aos projetos destinados à cultura. Mas, na última quinta-feira, alguns parlamentares ensaiaram o desejo de dar mais atenção às manifestações artísticas do Distrito Federal com o compromisso de criar uma comissão temática em defesa da cultura e fortalecer a Frente Parlamentar já existente.

Debate no açougue: ao lado do escritor Affonso Romano de Sant´Anna, Raad Massouh reconheceu que falta mais apoio à cultura local (Arquivo Pessoal)
Debate no açougue: ao lado do escritor Affonso Romano de Sant´Anna, Raad Massouh reconheceu que falta mais apoio à cultura local


Segundo o deputado Cláudio Abrantes (PPS), a comissão (que tratará de assuntos ligados à educação e à saúde) começará a atuar a partir de janeiro do ano que vem. “Veja como a cultura ainda é desprestigiada. A cultura não era reconhecida como comissão temática, como nas áreas de educação, de saúde e de meio ambiente. Conseguimos aprovar um projeto de resolução em que a cultura terá status de comissão temática. Na prática, não tem efeito na liberação de recursos, mas o valor simbólico é grande, porque agora ela terá reconhecimento legislativo. Já que a frente parlamentar (informal) não é organismo administrativo da Câmara”, informa.

O presidente da Casa, Cabo Patrício (PT), destacou a criação de um projeto de lei que melhora o trânsito dos créditos em direção à Secretaria de Cultura. “Aprovamos projeto que passa os recursos diretamente para a secretaria, para que ela possa executar. É a secretaria que tem o cadastro dos artistas e pode otimizar o dinheiro público”, observa. Patrício também sugere incremento na Lei Orgânica, que destina apenas 0,3% da receita corrente líquida do DF na produção cultural. “Acho que podemos fazer mais.” 

Na última quinta-feira, durante evento cultural no Açougue T-Bone (312 Norte), o movimento Viva Arte convidou os parlamentares Raad Massouh (DEM), primeiro-secretário, e Patrício para discussão de ideias e sugestões para a cultura do DF. Patrício não pôde comparecer devido a compromissos no plenário. Massouh sinalizou apoio à iniciativa e destacou a importância da ação comunitária para o resgate do trabalho de artistas locais. “Eles (o Viva Arte) me apresentaram uma solicitação, mostrando as dificuldades por que a cultura passa. Propus que se criasse uma comissão com o Viva Arte, para vermos quais deputados realmente gostam de cultura e podem contribuir com emendas e outras decisões. E eles ficariam sabendo também quem apoia e quem não apoia”, observa. 

Nos eventos do T-Bone, conta Luiz Amorim, dono do espaço, a intenção é promover um debate com todos os 24 parlamentares. Nomes como Joe Valle (PSB) e Wasny de Roure (PT) já participaram do evento. “Queremos que os distritais registrem o compromisso com a cultura diante do público do T-Bone”, diz Amorim.

Diretrizes

Abrantes, além da comissão, fala sobre a importância de uma retomada das diretrizes levantadas nas conferências de cultura realizadas pela secretaria. “Acompanhei várias delas. Sabemos das diretrizes que foram tiradas e, entre elas, a gente destaca a aplicação dos recursos, tanto do Fundo de Apoio à Cultura (FAC), quanto da própria secretaria, para chegue diretamente nas mãos de quem faz cultura. O Estado não pode ser o provedor. Mas deve fomentar, e esse fomento passa por políticas de qualificação, educação e espaços públicos”, enumera. 

No último dia 26, levantamento do Correio evidenciou o descaso da Câmara Legislativa com assuntos culturais: poucos projetos de lei substanciais e uma pauta infestada de proposições pontuais, como emendas orçamentárias e menções para a criação e a legitimação de datas comemorativas.

Ainda segundo Abrantes, a votação que precedeu o recesso trouxe outra novidade importante: um valor de R$ 5 milhões, que estava preso em emendas orçamentárias propostas por deputados que já não fazem parte da legislatura corrente, foram destinados à cultura. “Conseguimos reverter quase R$ 5 milhões para um caixa da secretaria, disponível para eventos da cidade, como Porão do Rock e Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. A secretaria estava ficando sem recursos”, relata. Para ele, um dos principais problemas concernentes ao setor é a avalanche de emendas. “Por exemplo, 80% do orçamento da secretaria é decorrente de emendas. O erro está no orçamento. Os recursos têm que ser empregados para uma política cultural, não somente para benefícios direcionados”, completa.


Fonte: http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/diversao-e-arte/2011/07/04/interna_diversao_arte,259597/distritais-ensaiam-desejo-de-adotar-politica-transparente-para-cultura.shtml.

O Movimento Viva Arte recebeu nesta quinta (30) mais um debate sobre políticas culturais. Vários artistas ficaram encarregados de aquecer o público. A festa começou com teatro de bonecos, seguido do show “o pop e o caipira”, com Bruno e Clayton Aguiar, pai e filho. Em seguida veio o hipnotizante show do cantor Xangai, que acompanhado somente de seu violão prendeu o grande público presente, que cantou junto várias de suas músicas. Ao fim do show, quem subiu ao palco foi o escritor Afonso Romano Sant’Ana, que participou de um bate-papo sobre seu novo livro, “Ler o Mundo”, com os jornalistas José Carlos Vieira, editor do caderno de Cultura do Correio Braziliense, e Luiz Martins, poeta e professor da UnB.

O trio permaneceu na mesa para participar do debate, que começou por volta das 21h30. O deputado Patrício, que participaria do encontro, não pôde comparecer por ser o presidente da Câmara e estar comandando uma sessão extraordinária, mas mandou assessores que garantiram o interesse do parlamentar em participar do próximo debate. Pelo mesmo motivo, o outro convidado, Raad Massouh, pôde conversar com o público por apenas meia hora, para voltar para a Câmara e participar das votações. Mas o tempo foi suficiente para o parlamentar responder aos questionamentos da audiência.

A primeira pergunta dizia respeito a uma matéria recente do jornal Correio Braziliense, na qual se constatou que os parlamentares do DF deixam a cultura em segundo plano, tendo apresentado pouquíssimos projetos nestes primeiros seis meses de mandato. “Eu tenho interesse em arte e sempre apoiei projetos culturais na minha cidade, Sobradinho”, respondeu Raad. “Mas admito que ainda há poucos projetos na área de cultura na Câmara Legislativa, e isso se deve a esta legislatura estar no começo e os deputados estarem ainda encontrando seu lugar na Câmara”, completou.

Raad elogiou a iniciativa do Viva Arte e disse que ela é importante para descobrir quais são os parlamentares interessados na cultura. “A Câmara Legislativa é muito plural e cada deputado tem seu perfil, um mais voltado para a saúde, outro mais para o esporte e assim por diante”, explicou. “A iniciativa do Viva Arte é importante para que se descubra quem são os deputados que gostam de arte, para trabalhar junto a eles. Mas eu já posso adiantar aqui meu interesse pela área”, afirmou.

Depois de responder as perguntas, o deputado recebeu um documento, assinado pelos integrantes do movimento, sugerindo um projeto de lei que crie Feiras do Livro regionais nas cidades-satélite. Estas feiras seriam voltadas para divulgar escritores de cada cidade e preveriam a garantia de orçamento para publicação de livros de autores locais para serem vendidos nestas feiras. Além disso, o projeto sugere a criação de um vale-livro para ser entregue em escolas e outros lugares selecionados, que poderiam ser trocados por qualquer livro dos escritores locais presentes na feira.


Raad se comprometeu a desenvolver o projeto e convocou os integrantes do Viva Arte para participar ativamente dele na Câmara. “É importante a presença de vocês na Câmara Legislativa para juntos levarmos este projeto adiante. Quero que este projeto não seja meu, seja nosso, para caso seja aprovado eu não leve o crédito sozinho, e caso não seja eu não leve a culpa sozinho”, argumentou. Ao fim do debate, a festa ainda continuou com um sarau poético com a Trupe Cultura da Classe.

 

 

 

Veja a seguir vídeos com o melhor dos últimos encontros do movimento Viva Arte. Você poderá conferir o que rolou nos debates com o secretário de Cultura, Hamilton Pereira, e com os deputados distritais Joe Vale e Wasny de Roure. Uma ótima oportunidade para conhecer melhor o movimento Viva Arte.:

No dia 28 de abril, o primeiro debate sobre cultura com deputados distritais foi um sucesso. Wasny de Roure e Joe Valle debateram temas relativos à cultura, responderam perguntas do público e, ao fim do debate, receberam documentos sugerindo a criação de dois projetos de lei relativos à cultura: um para a utilização das escolas públicas para atividades artísticas aos fins de semana e outro para a regulamentação de eventos culturais em espaços públicos.

30 de junho será a vez dos deputados Cabo Patrício e Raad Massouh participarem do debate, e o movimento novamente entregará sugestões de projetos de lei. Queremos sua participação, sugerindo projetos de lei para a cultura do DF. Avaliaremos as melhores sugestões e elaboraremos os documentos para serem entregues aos parlamentares. Mesmo que sua ideia não seja entregue aos convidados do dia 30 de junho, ela será guardada para os próximos encontros, já que temos o objetivo de receber todos os deputados distritais.

Para colaborar com sua sugestão de projeto de lei, basta mandar um email para vivaartebrasilia@gmail.com. Contamos com sua participação, para juntos avançarmos no desenvolvimento da cultura candanga!

Na última quinta-feira, 28 de abril, o movimento Viva Arte deu início a mais um capítulo da sua história, com a realização do primeiro debate sobre cultura com os deputados distritais. A noite começou com apresentações de teatro de bonecos, que prenderam a atenção da criançada, seguidas do show da cantora Naiara Morena, que contou com a participação do sanfoneiro Sivuquinha. A cantora também fez uma participação no brilhante show de Jorge Mautner, acompanhado por Nelson Jacobina. O público marcou presença, aplaudindo efusivamente e cantando junto várias músicas do ícone da Tropicália.

Terminados os shows, chegou a hora do debate com os deputados distritais Wasny de Roure e Joe Valle. A mesa contou também com a presença dos mediadores Aloísio Brandão e Amneres e a participação especial de Jorge Mautner. Além de falarem sobre os projetos de cada um na área de cultura, os deputados foram sabatinados sobre assuntos importantes, desde o papel da cultura na inclusão social até assuntos mais específicos, como a situação do Cine Brasília, Pólo de Cinema e Feira do Livro.

Um assunto importante discutido foi a política cultural para as cidades satélites. Wasny argumentou que cada uma tem que ser vista de forma individual, pois tem suas características culturais próprias. “Não podemos simplesmente replicar nas cidades satélites projetos de sucesso no Plano Piloto. Temos que explorar a riqueza cultural de cada cidade, que tem suas particularidades em áreas e expressões artísticas diferentes”, argumentou.


Quando questionados se faziam parte da Frente Parlamentar em Defesa da Cultura, lançada no começo do mês, ambos se disseram signatários, e Joe Valle aproveitou para fazer um convite ao público: “Queria convidá-los a fazer um grupo de trabalho para tratar de assuntos da cultura, porque a frente parlamentar é importante, mas tem que ter vida dentro da câmara, e a vida é feita por todos os que participam. Nossos gabinetes estão à disposição de vocês, vamos lá pra dentro arregaçar a manga e usar nossos mandatos como uma ferramenta da população”.

 

Um dos pontos altos do debate foi quando a palavra foi passada para Jorge Mautner. Quando se falava sobre a recente onda de interdições de bares e restaurantes da cidade por serem palco de música ao vivo, Mautner usou um fato histórico para mostrar que não adianta o governo fechar os bares e restaurantes, que os artistas e o povo sempre vão ter a criatividade para achar um novo ponto de encontro:


- Na revolução francesa, o rei da França fechou o lugar onde o clero, o alto clero, a nobreza e o povo se reuniam, achando que tirando a casa onde se encontravam eles não saberiam o que fazer. Então eles se reuniram num campo e foi feita uma histórica declaração: “Onde quer que nos reunamos, seja sob um teto ou sob o céu aberto, com estrelas ou não, aqui está representado o povo da república”.

Sugestões de projetos de lei

Ao fim do debate, o idealizador do movimento Viva Arte, Luiz Amorim, subiu ao palco para entregar aos deputados documentos sugerindo a criação de dois projetos de lei relativos à cultura. Isso vai se repetir a cada debate: cada deputado sabatinado no T-Bone vai receber uma sugestão de projeto de lei. Wasny e Joe Valle se mostraram bastante receptivos às ideias, comprometendo-se a adequá-las e transformá-las em projetos de lei.

Para o deputado Wasny de Roure, foi entregue a sugestão de uma lei que garanta e regulamente o direito de produtores, artistas ou grupos culturais ocuparem locais públicos para realização de manifestações artísticas. Foi sugerido o estabelecimento das devidas normas e exigências para a ocupação das ruas com arte. O documento também reivindica que já estejam previstos nos orçamentos das administrações das cidades os recursos necessários para que estas atividades artísticas sejam realizadas, para instalação de banheiros químicos, palco, som, iluminação, pagamento de cachês etc.

O projeto entregue ao deputado Joe Valle pede que, aos fins de semana, as escolas abram suas portas das 8h às 18h para se tornarem centros de todo tipo de manifestação artística, seja de cinema, teatro, música, poesia etc. Também foi sugerido que, nas escolas que possuem teatros e auditórios seja feita uma reforma para que tenham condição de receber shows e peças. Assim como no outro projeto, também foi pedido que a lei já garanta os recursos necessários para que estas atividades artísticas sejam realizadas.

O próximo encontro do movimento Viva Arte será no dia 30 de junho, e já está confirmada a participação dos deputados distritais Cabo Patrício e Raad Massouh.

 

Vladimir Carvalho é um cineasta e documentarista brasileiro de origem paraibana. Começou seu curso universitário em João Pessoa, mas transferiu-se para Salvador a fim de ir ao encontro de um dos grandes núcleos do Centro Popular de Cultura CPC da União Nacional dos Estudantes UNE. Freqüentando a Universidade Federal da Bahia conheceu Glauber Rocha e integrou o chamado movimento do cinema novo, sendo parte da vertente documentarista do movimento, ao mesmo tempo, sendo influenciado e influenciando-o também com o estilo de sua cinematografia documentária inovadora.


Qual foi sua avaliação do primeiro bate-papo com o secretário de Cultura pelo projeto Viva Arte?

De modo geral, aquele encontro foi bastante interessante porque o secretário expôs seu plano de gestão, comentou acerca das Conferências de Cultura que ele estava empreendendo em todas as regiões administrativas, e com aquilo ele prestou contas do que estava fazendo, ao mesmo tempo que abria a perspectiva para comentários. E foi o que ocorreu: conversamos, colocamos algumas questões, que foram por ele respondidas, e foi proveitoso. Isso é algo que o Luiz Amorim está pondo em prática desde a campanha eleitoral, com os debates. Mesmo antes disso, ele já vinha seguindo uma espécie de diretriz do próprio Centro Cultural T-Bone, de contribuir para esclarecer a população, chamar os administradores e governantes e estabelecer com isso uma conversa democrática. Não é à toa que foi praticamente na via pública. Isso tem um vínculo muito forte com a noção de democracia. Foi uma experiência interessante para todos nós: os que estavam na mesa, o secretário e o público que estava ali presente, interessado nas questões da cultura. Naturalmente, seguindo este projeto, agora virão os legisladores, os deputados distritais, o que promoverá o acompanhamento da população do que os poderes estão fazendo em Brasília.

As Conferências de Cultura realizadas em todas as regiões administrativas são provas de que o secretário está aberto à opinião popular?

As Conferências de Cultura tiveram por objetivo coletar opiniões, levantar questões em Brasília e todas as satélites e regiões administrativas, e isso é importante porque termina por delinear um perfil das questões da cultura em todo DF, não fica restrito apenas ao Plano Piloto. Isso é também uma coisa que aponta para um processo mais democrático e participativo. Agora no fim de maio haverá a cúpula final deste projeto, a culminância deste processo. Vai ser uma boa oportunidade de o secretário voltar ao T-Bone para comentários e prestação de contas da iniciativa que tomou. Acho que isso tudo parece ser o intuito e a diretiva pensada no coletivo do Centro Cultural T-Bone.

O Hamilton Pereira se reuniu recentemente com o Niemeyer. Ficou combinado que uma equipe do escritório do arquiteto e técnicos da secretaria irão discutir para propor alternativas para os problemas do Cine Brasília, elaborando um projeto de reforma e ampliação de suas instalações. Isso já é um avanço na tão falada revitalização do Cine Brasília?

Isso é esperado primeiro pelos diretamente interessados, que são os produtores, realizadores de cinema em Brasília, os técnicos, artistas etc, mas também é do interesse geral. Está na pauta dos negócios da cultura em Brasília o restauro, a recomposição daquela casa de espetáculos, um cinema realmente importante na vida da cidade, que tem história, é sede do Festival de Cinema de Brasília. Vamos ver o que vai resultar daí. Ao que estou informado, o cinema, se ainda não fechou, está em vias de assim fazer, e isso resultará em tornar o Cine Brasília apto ao uso mais proveitoso, porque nos últimos 10 anos ele foi só perdendo substância. Não fizeram reformas necessárias, há problemas no espaço físico, nas instalações, é preciso realmente repensá-lo. E principalmente, quando voltar à atividade, refazer a sua programação, criar um fluxo de mostras de filmes, de antologias do cinema, procurar fazer com que aquela casa tenha uma vida ativa, e que a população identifique mais uma vez que ali está à disposição dela um centro cultural.

E quanto ao Pólo de Cinema do DF? O que você acha que deve ser feito com relação a ele?

O pólo necessariamente deverá ser revisto e reformado porque, até esta data, foram realizados somente alguns filmes esparsamente utilizando aquelas instalações. Mas não tem um projeto para aquilo, tanto é que ele está às traças, completamente decadente. É necessário que se retome e que se dê um norte, que se ofereça um projeto que atenda não só à questão da realização cinematográfica, da produção dos filmes ali, mas que haja um calendário estabelecido. Isto é um sonho antigo de toda classe cinematográfica de Brasília. O pólo está também inativo e perigosamente inutilizável, aí aquilo vira uma ruína. Isto é brutal para toda a organização da cultura em Brasília, na parte que toca o cinema. É preciso que se tome uma iniciativa.

No debate você falou sobre a revitalização da W3 para torná-la um lugar cultural. Que tipo de ações você sugere?

Eu tenho um pequeno centro cultural na W3, a fundação Cine Memória, que praticamente funciona às escondidas. Foi feita às minhas custas, sem nenhum acréscimo por parte de projeto financiado pelo governo. Eu tenho na minha mente que a W3 só chegaria realmente a ser revitalizada se se consultasse a classe artística, porque nós temos planos na ela. Basta você olhar para o trabalho feito na Biblioteca Demonstrativa pelo pessoal que faz mosaico, que implantou nas paredes da biblioteca um verdadeiro mural de poemas. Uma beleza! Isso se deve ao trabalho e à iniciativa do Gougon, artista plástico, juntamente com um coletivo de poetas com o Nicolas Behr, Chico Alvim, Vicente Sá, entre outros. Então ali foi afixado um verdadeiro painel de poesia. Na nossa memória, a W3 teve aquele antigo teatro da universidade do Pará, o Centro Cultural Cassiano Nunes, tem o Centro Cultural do Sesc, o Centro Cultural da 508 Sul. Então a W3 está a pedir um projeto de restauração, e eu penso que a destinação mais correta é entregar aos artistas, deixar que eles tenham aquele local como um palco, um cenário onde as artes possam acontecer.

1 2 3 4 5 >>

O Viva Arte é um observatório da cultura permanente que tem como objetivo mobilizar todas as forças das artes de Brasília, para que juntas possam influenciar nas políticas de apoio e incentivo à cultura no DF. O movimento conta com aqueles que ajudaram e ainda contribuem com o desenvolvimento da cultura na capital federal e não tem caráter político partidário, o seu compromisso é em defesa da arte produzida na cidade.