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Na noite de  sexta-feira, 24 de agosto, os candidatos ao governo do Distrito Federal Frank Svensson (PCB) e Newton Lins (PSL), compareceram ao palco do T-Bone para apresentar os seus planos e políticas para cultura do Distrito Federal. Confira, na íntegra, as apresentação e as respostas dos candidatos:

Apresentação dos candidatos:

 

Seus partidos entendem a cultura como educação, além do viés do entretenimento?



Que políticas públicas os senhores pretendem implementar para dinamizar a cultura do DF?



O que os senhores farão para revitalizar o Polo de Cinema e Vídeo do DF?



O que os senhores vão fazer para recuperar e reintegrar movimentos como o Galinho de Brasília e a Oficina do Perdiz?



Qual a proposta do futuro governo para atender os artesãos do DF?



O que os senhores pretendem fazer para resgatar projetos que nascem nas ruas, como é o caso dos Concertos Cabeças e do Panelão da Arte?



Como melhorar os desfiles das escolas de samba do DF?



Os senhores têm algum programa de incentivo aos alunos das escolas públicas para facilitar o acesso deles à Escola de Música e às artes de forma geral?



A Asa Norte não tem biblioteca pública. Os senhores pretendem implementar alguma na Asa Norte ou nas Cidades Satélites?



O que será feito com o espaço que ficará ocioso debaixo da Torre de TV?



O que os senhores vão fazer com a Feira do Livro de Brasília?



Os senhores acatariam uma lista tríplice indicada pelo movimento artístico-cultural da cidade para ocupar a secretaria da Cultura?



Os senhores se comprometem, caso eleitos, a enviar o secretário de Cultura a cada seis meses ao T-Bone para discutir como as políticas culturais estão sendo tratadas?


Na noite de quarta-feira, 25 de agosto, o candidato ao governo do Distrito Federal pelo PSol, Toninho, compareceu ao palco do projeto Candidato e a Cultura para apresentar os seus plano para a cultura no DF. Um dos destaques da noite foi a presença do candidato à presidência Plínio de Arruda Sampaio, também do PSOL, que foi o espaço para conhecer o Movimento Viva Arte e o Açougue Cultural. “Este tipo de incentiva é muito boa e importante para todo a comunidade”, disse o candidato.

Luiz Amorim, Plínio de Arruda Sampaio e Toninho
Luiz Amorim, Plínio de Arruda Sampaio e Toninho

Confira, na íntegra, a apresentação de Toninho e suas respostas ao público:

Apresentação:



Como o senhor pretende trabalhar com as temporadas populares. Qual percentual de investimento será destinado a elas?



Como o senhor pretende descentralizar a cultura e incentivar os projetos locais?

Como o PSol pretende desenvolver a política pública de forma a promover o acesso democrático e ao mesmo tempo valorizar as diversidades e a qualificação dos diversos segmentos envolvidos?


O que o senhor pretende fazer para fortalecer o Festival de Brasília, o Pólo de Cinema e Vídeo e o Cine Brasília?

Alguns projetos de iniciativa popular têm sido desvalorizados nos governos anteriores, como a Oficina do Perdiz, o Galinho de Brasília, o Festival de Arte e Cultura e a Bienal de Poesia. O que o senhor pretende fazer para recuperar estas iniciativas?


Quais políticas públicas o senhor pretende implementar para dinamizar a cultura no DF?


O PSol entende a cultura como espaço para a educação, além do viés do entretenimento?


Que tipo de medida pode ser tomada para que a cultura deixe de depender tanto de financiamento público e passe a andar com as próprias pernas?

O senhor falou sobre divisões de cultura. O que seriam essas divisões?


Como harmonizar os interesses daqueles que procuram música nos bares das cidades e o sossego dos moradores?


Qual vai ser o critério de escolha do secretário de Cultura?

O senhor se comprometeria, se eleito, a enviar o seu secretário de cultura periodicamente para discutir o andamento da política cultural aqui, no T-Bone?

Quais suas propostas para o segmento da música?

Qual é a proposta do futuro governo para atender aos artesãos do Distrito Federal? O que fazer da Torre de TV?

Muitos dos nossos espaços estão precisando de cuidados. Uma inspeção da Unesco e duras críticas foram feitas em relação ao Plano Piloto. O que o senhor pretende fazer para não perdermos o título de Patrimônio da Humanidade?

O senhor tem projetos para revitalização e inserção da Feira do Livro como um patrimônio cultural de Brasília?

Como futebol também é cultura, o que você pensa sobre o grande acontecimento que será a Copa do Mundo de 2014?

Qual o seu projeto para a Rádio Cultura?

Os artistas plásticos de Brasília sentem falta de um espaço popular para expor seus trabalhos. O senhor tem propostas para este segmento?

O senhor tem propostas para a revitalização do Museu de Arte de Brasília – MAB, na Orla do Lago?

Considerações finais:

Confira a cobertura em vídeo do primeiro dia do projeto "O Candidato e a Cultura", com Agnelo Quiroz:

 

 

Mais de cem pessoas compareceram à primeira noite do projeto O candidato da cultura, entre elas nomes conhecidos da cultura, como Joãosinho Trinta e Vladimir Carvalho, além de alguns aliados de Agnelo, como dos candidatos a senador Cristovam Buarque e Rodrigo Rollemberg.

 

A movimentação começou antes das 19h, e o evento chegou a ser ameaçado com a presença do Detran, que obrigou a organização a retirar as cadeiras e a tenda que ocupavam algumas vagas do estacionamento. Apesar de a ocupação do estacionamento ocorrer em todos eventos do T-Bone, essa foi a primeira vez que o Detran agiu desta forma. Mesmo com a retirada das cadeiras, que foram redistribuidas na calçada, o público presente continuou ocupando o estacionamento, só que de pé, como forma de protesto.

 

Agnelo Queiroz chegou por por volta das 20h30, fez uma breve apresentação e em seguida foi submetido às perguntas do público, expondo suas metas e sua postura para com a política cultural no Distrito Federal.

 

 

O mediador Paulo José Cunha abriu os trabalhos falando do projeto:

Em seguida, Agnelo se apresentou e explicou brevemente algumas de suas propostas:

Terminadas as apresentações, começou a sabatina do público. Confira as perguntas seguidas de suas respostas em áudio:

“Qual será o critério para a escolha do secretário de Cultura?"

"A secretaria de Cultura vai ficar com o PMDB?”

“Qual será a posição do seu governo no sentido de promover e realizar a restauração do quadro das artes e da cultura de Brasília ante a demanda e ao sucateamento do movimento cultural?”

“Brasília é o quarto pólo produtor de cinema e vídeo do país. O que o senhor fará para revitalizar o Pólo de Cinema e Vídeo do DF?”

“Quanto por cento do orçamento do DF será destinado à cultura? O que o senhor pretende fazer em relação ao Cine Brasília, FAC, e Festival de Cinema de Brasília?”

“O que o senhor acha de iniciativas culturais como a do T-Bone?”

“Alguns movimentos culturais foram prejudicados pelos governos anteriores, como o Galinho de Brasília e a Oficina do Perdiz. O que o senhor vai fazer para recuperar e reintegrar estes eventos?”

“A gente observa no DF um sucateamento não apenas das estruturas e dos equipamentos de cultura, mas das próprias iniciativas, como é o caso da feira do livro e da bienal de poesia. Como atrair para a área da cultura os setores que têm dinheiro?”

“O senhor tem alguma proposta de reestruturação da secretaria de Cultura? Seria possível a integração de projetos entre as várias secretarias?”

“Qual seu plano para levar cultura às comunidades periféricas?”

“O orçamento estabelecido para a cultura será utilizado na íntegra?“

“Qual é a proposta do futuro governo para atender aos artesãos do Distrito Federal?”

“Após demonstrações de maturidade da classe cultural brasiliense – tendo como exemplo o projeto Brasília Outros 50, cuja semente foi plantada aqui no T-Bone –, o senhor acataria uma lista tríplice do segmento para o cargo de secretário de Cultura?”

“Temos pouca cultura popular nas escolas. Você pensa em valorizar a relação da cultura com a educação pública?”


“Qual a sua proposta de política pública de estímulo e fomento ao livro e à leitura?”

“Qual é a sua proposta para a revitalização dos segmentos culturais do DF para geração de emprego e renda?”

“O que você tem a dizer sobre o PRONAC, do governo Lula?”

“O senhor se comprometeria, se eleito, a enviar o seu secretário de cultura semestralmente para discutir o andamento da política cultural aqui, no T-Bone?”

 

Terminadas as perguntas, o anfitrião Luiz Amorim fez o discurso de encerramento e em seguida Agnelo proferiu suas palavras finais.

 

Eduardo
19-08-10

É hoje!

A série de encontros do projeto "O Candidato e a Cultura" começa hoje! Não percam a oportunidade de saber dos candidatos ao GDF o que eles planejam para a cultura!

Confira a repercussão do projeto "O Candidato e a Cultura" na mídia:

Correio Braziliense, 15/08:

 

Jornal de Brasília, 13/08:

(clique para ampliar)

Correio Braziliense online, 11/08:

Candidatos ao GDF participarão de debate para expor propostas culturais

Os candidatos ao governo do Distrito Federal participam, a partir de quinta-feira (19/8), de um debate promovido pelo Açougue Cultural T-Bone, em parceria com o Movimento Viva Arte. O evento discutirá as propostas de cada um em relação à arte e à cultura do DF. Segundo o proprietário do T-Bone e, também integrante do movimento, Luiz Amorim, apenas Joaquim Roriz (PSC) ainda não confirmou a presença - a participação é negociada com a assessoria de imprensa do candidato.

A iniciativa veio da ideia de abrir um espaço para que os candidatos pudessem falar sobre suas propostas em relação à cultura. Para Luiz Amorim, o tema geralmente fica em segundo plano nos debates comuns. "O candidato se reúne com as pessoas e firma o compromisso. Dessa forma, as propostas serão esplanadas e eles terão o compromisso com o público, já que ficará registrado", explica.

Luiz afirma que este será um momento inédito para o setor cultural do DF. "A arte não costuma ser tratada como prioridade e, também, vamos pedir aos candidatos que se comprometam para que o próximo secretário de Cultura se reúna a cada seis meses para fazer um balanço", diz. O debate será aberto ao público e acontecerá em um espaço próximo ao Açougue, na comercial da 312 Norte Bloco B. O proprietário do T-Bone informa que haverá televisores e que a exposição de ideias ainda será transmitida ao vivo no site do Movimento Viva Arte. Além disso, segundo Luiz, eles tentar firmar um contrato com algumas emissoras de rádio.

Durante o evento, cada candidato terá 15 minutos para expor suas propostas em relação ao assunto e depois o público poderá fazer 15 perguntas que serão respondidas por eles, com a mediação do jornalista Paulo José Cunha. Depois desse debate, dez personalidades do setor cultural farão uma avaliação do candidato.

Agenda
19/8 - 19h30 - Agnelo Queiroz (PT)
25/8 - 19h30 - Toninho (Psol)
27/8 - 19h30 - Frank Svensson (PCB) e Newton Lins (PSL)
30/8 - 19h30 - Joaquim Roriz (PSC) - a confirmar
31/8 - 19h30 - Eduardo Brandão (PV), Ricardo Machado (PCO) e Rodrigo Dantas (PSTU)

Original em: http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia182/2010/08/11/cidades,i=207197/CANDIDATOS+AO+GDF+PARTICIPARAO+DE+DEBATE+PARA+EXPOR+PROPOSTAS+CULTURAIS.shtml

Roteiro Brasília, agosto:

O MOVIMENTO Viva Arte, mais novo projeto do Açougue Cultural T-Bone, promove no fim de agosto a mesa redonda O Candidato e a Cultura. A ideia é que os oito candidatos ao governo do DF discutam com artistas e eleitores suas políticas para o setor cultural caso se elejam. “Não se trata de um debate. Queremos apenas ouvir quais são os planos de cada candidato para o futuro. Teremos tudo gravado, registrado e divulgado na página do Movimento Viva Arte”, explica Luís Amorim, proprietário do açougue. Cada um terá 15 minutos para explicar suas propostas e em seguida responderá às perguntas do público. Somente os próprios candidatos poderão participar, nada de assessores ou vices. O primeiro encontro é no dia 19 de agosto, às 19h30, com o candidato do PT, Agnelo Queiroz. Mais informações em www.movimentovivaarte.com.br. O T-Bone fica na 312 Norte.

Confira a programação:
19/08 – Agnelo Queiroz (PT)
25/08 – Toninho (PSOL)
27/08 – Frank Svensson (PCB) e Newton Lins (PSL)
30/08 – Joaquim Roriz (PSC) (a confirmar)
31/08 – Eduardo Brandão (PV), Ricardo Machado (PCO) e Rodrigo Dantas (PSTU)

Original em: http://www.roteirobrasilia.com.br/003/00301015.asp?ttCD_CHAVE=121672

Confira depoimentos dos participantes e de artistas presentes no último encontro do movimento Viva Arte:

Luiz Amorim:

Miquéias Paz:

Gadelha Neto:

Carlos Eugênio Paz

Rênio Quintas

Gog:

Ricardo Moreira

Laura Cavalheiro

Wellington Lavareda

José Garcia Caiano

Numa iniciativa inédita no Distrito Federal, o Movimento Viva Arte convidou todos os candidatos ao Governo do Distrito Federal para uma série de exposições sobre suas propostas e pretensões para o setor cultural, caso sejam eleitos.

“Não se trata de um debate. Queremos apenas ouvir quais são os planos de cada candidato para o futuro. Teremos tudo gravado, registrado e divulgado na página do Movimento Viva Arte”, explica Luís Amorim, proprietário do T-Bone e um dos mais entusiasmados animadores do Movimento Viva Arte. Ele antecipou que somente os próprios candidatos poderão participar. “Queremos ouvir quem vai governar, não seu representante”.

Nos encontros, que começam no dia 19 de agosto, cada candidato terá direito a 15 minutos para expor suas propostas antes que sejam iniciadas as perguntas. Os organizadores calculam que cada um responderá a 15 perguntas, em média. As datas são as seguintes:

19/08 – Agnelo Queiroz (PT)
25/08 – Toninho (PSOL)
27/08 – Frank Svensson (PCB) e Newton Lins (PSL)
30/08 – Joaquim Roriz (PSC) (a confirmar)
31/08 – Eduardo Brandão (PV), Ricardo Machado (PCO), Rodrigo Dantas (PSTU)

 

 

Gadelha Neto é músico, compositor, cantor e jornalista, não necessariamente nesta ordem. Nascido no Rio de Janeiro, chegou a Brasília em 1958 - há, portanto, 52 anos. Participou dos movimentos artísticos do final dos anos 1970 quando, em parceria com o poeta Vicente Sá, realizou vários espetáculos poético-musicais - incomuns, àquela época - como As Aventuras do Valente Cavaleiro na Noite do Medo, Tocarina (este também com o compositor Aloísio Brandão), No Rumo da Venta. Ainda com Vicente Sá e participação de vários músicos da cidade, como Toninho Maia, Jorge Macarrão, Flávio Faria e outros, lançou, nos primórdios da produção discográfica candanga, o compacto triplo Fogo Cerrado, reunindo música e poesia.

Qual o seu envolvimento com a cultura?

Sou músico, cantor e compositor e participei ativamente do chamado boom da música brasiliense - nos anos 70/80. Na época, eu e outros músicos e poetas fundamos a Cooperativa de Compositores e Poetas (CCOOPO) que, com o apoio do Sesc, realizou diversos espetáculos, publicou livros da geração mimeógrafo e buscou, acima de tudo, influir nas políticas culturais da época. Existe uma união entre os artistas da cidade? A minha experiência demonstra que sim, mas este é um processo muito difícil dadas as diferentes expectativas de cada um. Não é uma categoria homogênea - ainda bem!

O que é para você o movimento Viva Arte?

Trata-se de uma excelente iniciativa, e é de se esperar que o caminho difícil não seja empecilho para que avancemos em trabalho conjunto e em políticas públicas adequadas à produção cultural candanga.

Você acha que movimentos com este, que unem a classe artística, é uma boa forma para conseguir espaço?

Mais do que isto, é uma boa forma de discutir, evoluir, firmar novas parcerias. É uma forma de engrandecer nosso trabalho.

O que acha do incentivo à arte no Distrito Federal?

Acho que ainda tem muito o que crescer e se aperfeiçoar. É preciso transparência, acima de tudo, mais criatividade. Me parece que faltam projetos mais ousados que engajem a cultura e o público locais. Acho que, além de incentivar a arte, o poder público tem a obrigação de criar platéias, meios de produção artística, abrir perspectivas aos artistas locais não apenas aqui mas em qualquer outro estado brasileiro. Já temos qualidade. É preciso que a platéia saiba disto.

O Viva Arte tem o objetivo de discutir os caminhos da produção cultural no DF. Que caminho você acha mais interessante de ser seguido?

O caminho da discussão, do debate, do diálogo e do entendimento, em primeiro lugar. Só é possível trabalhar em conjunto quando há muito mais pontos em comum do que divergências entre as partes. É preciso deixar guardado aquilo em que divergimos e trabalhar naquilo em que concordamos para criar um senso comum e um objetivo coletivo.

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O Viva Arte é um movimento permanente que tem como objetivo mobilizar todas as forças das artes de Brasília, para que juntas possam influenciar nas políticas de apoio e incentivo à cultura no DF. O movimento conta com aqueles que ajudaram e ainda contribuem com o desenvolvimento da cultura na capital federal e não tem caráter político partidário, o seu compromisso é em defesa da arte produzida na cidade.