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Mais de cem pessoas compareceram à primeira noite do projeto O candidato da cultura, entre elas nomes conhecidos da cultura, como Joãosinho Trinta e Vladimir Carvalho, além de alguns aliados de Agnelo, como dos candidatos a senador Cristovam Buarque e Rodrigo Rollemberg.

 

A movimentação começou antes das 19h, e o evento chegou a ser ameaçado com a presença do Detran, que obrigou a organização a retirar as cadeiras e a tenda que ocupavam algumas vagas do estacionamento. Apesar de a ocupação do estacionamento ocorrer em todos eventos do T-Bone, essa foi a primeira vez que o Detran agiu desta forma. Mesmo com a retirada das cadeiras, que foram redistribuidas na calçada, o público presente continuou ocupando o estacionamento, só que de pé, como forma de protesto.

 

Agnelo Queiroz chegou por por volta das 20h30, fez uma breve apresentação e em seguida foi submetido às perguntas do público, expondo suas metas e sua postura para com a política cultural no Distrito Federal.

 

 

O mediador Paulo José Cunha abriu os trabalhos falando do projeto:

Em seguida, Agnelo se apresentou e explicou brevemente algumas de suas propostas:

Terminadas as apresentações, começou a sabatina do público. Confira as perguntas seguidas de suas respostas em áudio:

“Qual será o critério para a escolha do secretário de Cultura?"

"A secretaria de Cultura vai ficar com o PMDB?”

“Qual será a posição do seu governo no sentido de promover e realizar a restauração do quadro das artes e da cultura de Brasília ante a demanda e ao sucateamento do movimento cultural?”

“Brasília é o quarto pólo produtor de cinema e vídeo do país. O que o senhor fará para revitalizar o Pólo de Cinema e Vídeo do DF?”

“Quanto por cento do orçamento do DF será destinado à cultura? O que o senhor pretende fazer em relação ao Cine Brasília, FAC, e Festival de Cinema de Brasília?”

“O que o senhor acha de iniciativas culturais como a do T-Bone?”

“Alguns movimentos culturais foram prejudicados pelos governos anteriores, como o Galinho de Brasília e a Oficina do Perdiz. O que o senhor vai fazer para recuperar e reintegrar estes eventos?”

“A gente observa no DF um sucateamento não apenas das estruturas e dos equipamentos de cultura, mas das próprias iniciativas, como é o caso da feira do livro e da bienal de poesia. Como atrair para a área da cultura os setores que têm dinheiro?”

“O senhor tem alguma proposta de reestruturação da secretaria de Cultura? Seria possível a integração de projetos entre as várias secretarias?”

“Qual seu plano para levar cultura às comunidades periféricas?”

“O orçamento estabelecido para a cultura será utilizado na íntegra?“

“Qual é a proposta do futuro governo para atender aos artesãos do Distrito Federal?”

“Após demonstrações de maturidade da classe cultural brasiliense – tendo como exemplo o projeto Brasília Outros 50, cuja semente foi plantada aqui no T-Bone –, o senhor acataria uma lista tríplice do segmento para o cargo de secretário de Cultura?”

“Temos pouca cultura popular nas escolas. Você pensa em valorizar a relação da cultura com a educação pública?”


“Qual a sua proposta de política pública de estímulo e fomento ao livro e à leitura?”

“Qual é a sua proposta para a revitalização dos segmentos culturais do DF para geração de emprego e renda?”

“O que você tem a dizer sobre o PRONAC, do governo Lula?”

“O senhor se comprometeria, se eleito, a enviar o seu secretário de cultura semestralmente para discutir o andamento da política cultural aqui, no T-Bone?”

 

Terminadas as perguntas, o anfitrião Luiz Amorim fez o discurso de encerramento e em seguida Agnelo proferiu suas palavras finais.

 

O Viva Arte é um observatório da cultura permanente que tem como objetivo mobilizar todas as forças das artes de Brasília, para que juntas possam influenciar nas políticas de apoio e incentivo à cultura no DF. O movimento conta com aqueles que ajudaram e ainda contribuem com o desenvolvimento da cultura na capital federal e não tem caráter político partidário, o seu compromisso é em defesa da arte produzida na cidade.