Qual o seu envolvimento com a cultura?
Sou escritora e trabalho muito nos programas de formação de leitores e de divulgação da leitura. Mas frequento assiduamente os eventos culturais de outras áreas: artes plásticas, teatro, música, cinema, dança. Enfim, a arte faz parte da minha vida.
O que é para você o movimento Viva Arte?.
O movimento liderado pelo Luiz Amorim renova de maneira original a forma de difusão da arte e do pensamento. Os debates com escritores e as apresentações musicais estão democratizando o acesso do público a diversas manifestações artísticas
Você acha que movimentos com este, que unem a classe artística, é uma boa forma para conseguir espaço e visibilidade para a classe artística?
Naturalmente, o movimento Viva Arte é agregador, mobilizador e estimulante. Dá voz e visibilidade à classe artística de forma muito presente no meios de comunicação e junto aos poderes públicos. Abre espaços e fortalece esse segmento.
O que acha do incentivo à arte no Distrito Federal?
Temos problemas de consistência , de continuidade. Não temos uma política clara de incentivos. As coisas acontecem em pequenos surtos que nãocontribuem para consolidar de maneira definitiva as manifestações que surgem de maneira exuberante na cidade.
O Viva Arte tem o objetivo de discutir os caminhos da produção cultural no DF. Que caminho você acha mais interessante de ser seguido?
Sempre o caminho do diálogo. Ouvir os interesses de todas as partes envolvidas na questão cultural e decidir em conjunto quais a providências práticas, concretas devem ser tomadas para fortalecer,difundir, divulgar, formar público, enfim democratizar o acesso aos bens culturais. Estes são um direito da população. Todos têm direito à poesia, assim como à educação, ao trabalho à moradia e à saúde.