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O Movimento Viva Arte recebeu nesta quinta (30) mais um debate sobre políticas culturais. Vários artistas ficaram encarregados de aquecer o público. A festa começou com teatro de bonecos, seguido do show “o pop e o caipira”, com Bruno e Clayton Aguiar, pai e filho. Em seguida veio o hipnotizante show do cantor Xangai, que acompanhado somente de seu violão prendeu o grande público presente, que cantou junto várias de suas músicas. Ao fim do show, quem subiu ao palco foi o escritor Afonso Romano Sant’Ana, que participou de um bate-papo sobre seu novo livro, “Ler o Mundo”, com os jornalistas José Carlos Vieira, editor do caderno de Cultura do Correio Braziliense, e Luiz Martins, poeta e professor da UnB.

O trio permaneceu na mesa para participar do debate, que começou por volta das 21h30. O deputado Patrício, que participaria do encontro, não pôde comparecer por ser o presidente da Câmara e estar comandando uma sessão extraordinária, mas mandou assessores que garantiram o interesse do parlamentar em participar do próximo debate. Pelo mesmo motivo, o outro convidado, Raad Massouh, pôde conversar com o público por apenas meia hora, para voltar para a Câmara e participar das votações. Mas o tempo foi suficiente para o parlamentar responder aos questionamentos da audiência.

A primeira pergunta dizia respeito a uma matéria recente do jornal Correio Braziliense, na qual se constatou que os parlamentares do DF deixam a cultura em segundo plano, tendo apresentado pouquíssimos projetos nestes primeiros seis meses de mandato. “Eu tenho interesse em arte e sempre apoiei projetos culturais na minha cidade, Sobradinho”, respondeu Raad. “Mas admito que ainda há poucos projetos na área de cultura na Câmara Legislativa, e isso se deve a esta legislatura estar no começo e os deputados estarem ainda encontrando seu lugar na Câmara”, completou.

Raad elogiou a iniciativa do Viva Arte e disse que ela é importante para descobrir quais são os parlamentares interessados na cultura. “A Câmara Legislativa é muito plural e cada deputado tem seu perfil, um mais voltado para a saúde, outro mais para o esporte e assim por diante”, explicou. “A iniciativa do Viva Arte é importante para que se descubra quem são os deputados que gostam de arte, para trabalhar junto a eles. Mas eu já posso adiantar aqui meu interesse pela área”, afirmou.

Depois de responder as perguntas, o deputado recebeu um documento, assinado pelos integrantes do movimento, sugerindo um projeto de lei que crie Feiras do Livro regionais nas cidades-satélite. Estas feiras seriam voltadas para divulgar escritores de cada cidade e preveriam a garantia de orçamento para publicação de livros de autores locais para serem vendidos nestas feiras. Além disso, o projeto sugere a criação de um vale-livro para ser entregue em escolas e outros lugares selecionados, que poderiam ser trocados por qualquer livro dos escritores locais presentes na feira.


Raad se comprometeu a desenvolver o projeto e convocou os integrantes do Viva Arte para participar ativamente dele na Câmara. “É importante a presença de vocês na Câmara Legislativa para juntos levarmos este projeto adiante. Quero que este projeto não seja meu, seja nosso, para caso seja aprovado eu não leve o crédito sozinho, e caso não seja eu não leve a culpa sozinho”, argumentou. Ao fim do debate, a festa ainda continuou com um sarau poético com a Trupe Cultura da Classe.

 

 

 

O Viva Arte é um observatório da cultura permanente que tem como objetivo mobilizar todas as forças das artes de Brasília, para que juntas possam influenciar nas políticas de apoio e incentivo à cultura no DF. O movimento conta com aqueles que ajudaram e ainda contribuem com o desenvolvimento da cultura na capital federal e não tem caráter político partidário, o seu compromisso é em defesa da arte produzida na cidade.